Acupunctura e Medicina Tradicional Chinesa

- do séc. V a.C. aos nossos dias -

A mais longa investigação clínica sistemática

em curso na História Humana

APAMTC 2000 - 2018

18 anos de presença activa dos seus associados

na regulamentação e qualificação das

Terapêuticas Não Convencionais

Quem somos

A Associação Profissional de Acupunctura e Medicina Tradicional Chinesa (APAMTC) nasceu em Lisboa no ano 2000, temos como principal objectivo defender e representar os interesses profissionais dos nossos associados nos aspectos morais, científicos, académicos, deontológicos, económicos e sociais.

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O que fazemos

As profissões de Acupunctor e Especialista de MTC abrangem um vasto conjunto de competências que se aplicam nas 5 vertentes da MTC: a Acupunctura, a Fitoterapia Chinesa, a Massagem Tui Na, a Dietética Chinesa e o Chi Kung. (mais…)

MTC E ACUPUNCTURA – LEGISLAÇÃO

Incluindo a Acupunctura e a Medicina Tradicional Chinesa, a legislação portuguesa das Terapêuticas Não Convencionais é das mais avançadas e completas do mundo. Descubra-a aqui em toda a sua extensão. (mais…)

Código de Prática Segura da APAMTC

Na área da Saúde, a relação é uma forma de respeito e serviço, o gesto profissional é uma coreografia de rigor na busca da qualidade e da segurança. Consulte aqui o Código Deontológico e o Código de Prática Segura da APAMTC.

DESTAQUES – 5 Novembro Prazo de Candidatura à cédula profissional MTC

Candidatura à cédula profissional de MTC

Caro(a) Associado(a)

Quem ainda não fez, apelamos a que façam o quanto antes a candidatura à Cédula Profissional de Medicina Tradicional Chinesa.

A publicação da Portaria n.º 45/2018, de 9 de fevereiro, referente ao ciclo de estudos da Medicina Tradicional Chinesa veio possibilitar que quem estivesse comprovadamente a exercer atividade naquela área à data da entrada em vigor da Lei n.º 71/2013, de 2 de setembro, possa solicitar a respetiva cédula ao abrigo da disposição transitória, prevista no artigo 19º da referida lei. O prazo para submissão das candidaturas termina 2º feira, 5 de Novembro de 2018 (à meia noite).

O pedido deverá ser submetido através desta página da ACSS

Documentos necessários, ordenados pela ordem pela qual devem ser submetidos (ficheiros aceites em formato PDF ou ZIP, excepto caso foto – elemento 9 – e publicações – elemento 12):

  • 1. passaporte, se for cidadão estrangeiro (ou b.i. se não tiver cartão cidadão);
  • 2. cartão de cidadão ou comprovativo do NIF ou cartão contribuinte);
  • 3. comprovativo de pagamento do pedido de cédula (dados bancários da ACSS aqui);
  • 4. diploma ou certificado do nível de habilitações literárias (9º ano, 12º ano, licenciatura, mestrado, doutoramento);
  • 5. comprovativo de início de actividade (Autoridade Tributária) ou declaração assinada e carimbada em papel timbrado da entidade patronal com o período de trabalho desenvolvido explícito (trabalho remunerado e/ou não remunerado) nas áreas da MTC;
  • 6. certificado de Registo Criminal – para o exercício das TNC – emitido há menos de três meses (à data da candidatura à cédula);
  • 7. certificado(s) de formação na área da MTC;
  • 8. comprovativos de formações ou estágios complementares;
  • 9. fotografia tipo passe atualizada (JPEG);
  • 10. comprovativo de inscrição na Segurança Social ou Declaração de Não Dívida emitido há menos 4 meses (à data da candidatura à cédula) NOVIDADE: serviço Seg Social senha na hora LINK
  • 11. Curriculum Vitae actualizado
  • 12. Comprovativo de publicação em revista(s) ou livro(s) indexados (ficheiros aceites em vários formatos);

Depois da notificação de atribuição da cédula, será também necessário:

  • comprovativo de seguro profissional

Para + informações contactar directamente a ACSS – http://www.acss.min-saude.pt//2016/09/23/terapeuticas-nao-convencionais

Documento orientador para o preenchimento (criado pela Direcção da APAMTC) – ver em PDF

Portaria que regula a atribuição de cédulas ao abrigo da disposição transitória

Portaria que contém os critérios de apreciação curricular para candidatura às cédulas das TNC

Vídeo explicativo sobre o preenchimento Plataforma (ACSS) :

I Congresso Nacional Terapêuticas Não Convencionais

Realizou-se no passado dia 28 de Outubro 2018 no Fórum Lisboa o primeiro Congresso Nacional das TNC. Foi um marco histórico e um importante momento de encontro e coordenação de esforços para fazer avançar as leis que faltam, contando com a presença de representantes de todos os partidos com assento parlamentar. O Presidente da Direcção da APAMTC, José Faro foi interveniente no 1º Painel sobre “A Profissão” enquanto representante da  Acupuntura. Sigam no Facebook.

 

Ministros da Saúde e Ensino Superior defendem Medicina Tradicional Chinesa

Após publicação na passada sexta-feira do Ciclo de Estudos da Licenciatura em Medicina Tradicional Chinesa, Ministros defendem a MTC em resposta às reacções do Bastonário da Ordem dos Médicos (Expresso online 14/02/2018)

Os Ministros da Saúde e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Adalberto Campos e Manuel Heitor, respetivamente, desvalorizaram esta quarta-feira, no Porto, as acusações da Ordem dos Médicos relativamente à validação científica de práticas tradicionais chinesas.

“Não faz nenhum sentido agitar a ideia de insegurança dos portugueses apenas e só porque o Estado está a cumprir uma lei da Assembleia da República aprovada sem votos contra em 2013 e que tinha sido aprovada por unanimidade em 2003”, disse o ministro da Saúde.

Adalberto Campos Fernandes afirmou que “o que se está a fazer é enquadrar aquilo que não estava enquadrado e pôr-se dentro do sistema aquilo que estava fora do sistema. Se isso não é zelar pela qualidade e pela segurança das pessoas, então o que será?”.

Também o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior quis “deixar bem claro que o Governo em Portugal não cria cursos”.

“Já passámos há muitos anos essa fase. Nós podemos orgulhar-nos de ter uma agência de acreditação e de avaliação que segue as melhores práticas internacionais e um dos aspetos que obviamente hoje certifica – e que, mais uma vez, estamos a reforçar – é a capacidade científica de qualquer instituição de ensino superior antes de poder dar um curso”, referiu Manuel Heitor. Continuar a ler…

 

Publicação em Diário da República do Ciclo de Estudos da MTC (09/02/2018)

Foi publicada a Portaria n.º 45/2018 – Diário da República n.º 29/2018, Série I de 2018-02-09  que regula os requisitos gerais que devem ser satisfeitos pelo ciclo de estudos conducente ao grau de licenciado em Medicina Tradicional Chinesa. É um importante passo e avanço na longa caminhada que fazemos. Aceda aqui à Portaria na íntegra

 

Investigação em Medicina Tradicional Chinesa diferente da Medicina Convencional

Ana Maria Varela

Introdução

Este artigo, sendo em si a apresentação de um conjunto de ideias, ambiciona ser também um convite a uma reflexão sobre a bibliografia apresentada.

A Medicina Tradicional Chinesa (MTC) é um tesouro da humanidade que trata de forma sistemática e ininterrupta, há milhares de anos, milhões de seres humanos. A sua força e qualidade devem-se ao facto de assentar em axiomas de valor universal e sistemas complexos de diagnóstico e terapia que englobam a totalidade do ser humano nas suas diferentes dimensões e actividades.

A intervenção clínica da MTC é considerada nacional e internacionalmente uma intervenção holística complexa (Liu et al., 2016) correspondendo a um diagnóstico diferencial e à combinação de diferentes terapêuticas: (1) plantas e fórmulas medicinais; (2) acupunctura, moxabustão e disciplinas associadas;(3) dietética medicinal; (4) massagem Tuina e (5) exercícios de Qi gong e Tai Chi terapêuticos de acordo com os princípios resultantes da diferenciação de síndromas.

De acordo com diferentes autores (Liu et al. 2015; Souza & Luz, 2011; Faro & Varela, 2011) é fundamental que a investigação em MTC respeite o paradigma e as características fundamentais em que assenta. Contudo a procura da demonstração da eficácia da MTC no contexto da medicina convencional tem motivado a aplicação directa do modelo e linhas directoras da investigação convencional aos seus estudos. Esta situação, de acordo com o anterior Presidente da Universidade de Medicina Chinesa de Nanjing (Wu Minhua, 2006) e outros autores, como Souza e Luz (2011) fragmentou a MTC, desvirtuou a sua essência e afastou-a do seu paradigma. Assim, ignorada a complexa rede de critérios metodológicos e garantias de qualidade próprias da MTC, muitas vezes foram oferecidas à investigação intervenções terapêuticas consideradas pouco competentes e clinicamente inócuas, que nenhum verdadeiro especialista de MTC subscreveria. Esclarecer as causas metodológicas desses enviesamentos da investigação e estabelecer uma metodologia científica correcta e adaptada às características da MTC, enquanto palco e objeto da pesquisa, tem motivado cada vez mais investigadores e especialistas.  Continuar a ler…

 

MTC: Uma Medicina de excelência na Prevenção

Tratamento preventivo na Medicina Tradicional Chinesa e Educação para a Saúde

Faro, J., Fernandes, D., 2016

Os cidadãos e os responsáveis públicos começam a tomar consciência de que “prevenir a doença é melhor do que curar” pode ser bem mais do que um simples voto piedoso.

Políticas públicas adequadas, educação das populações para a saúde e responsabilidade individual informada são ferramentas com eficácia real, desde o alívio nos orçamentos da saúde até à melhoria da qualidade de vida de cada ser humano concreto.

É uma evidência histórica que os grandes avanços na esperança média de vida, desde o fim do século XIX, se devem sobretudo à generalização de medidas de saneamento público e de cuidados de higiene, bem como ao aumento da qualidade e quantidade da alimentação acessível às populações.

Os extraordinários avanços da medicina convencional, como as sulfamidas, os antibióticos ou os conhecimentos sobre genética, não foram até agora acompanhados de progressos na saúde pública comparáveis, do ponto de vista macrossocial, aos que resultaram das modernas alterações nas condições e estilo de vida das populações, apesar da extrema importância de cada caso individual que se resolve, independentemente da dimensão da sua expressão sociométrica.

A Medicina Tradicional Chinesa, pela sua parte, possui em si própria uma sabedoria milenar e um tesouro de comprovação experimental sobre os métodos de Prevenção da doença. Os profissionais desta área gozam de condições excepcionais para explicar aos seus pacientes as causas e os mecanismos das suas predisposições patológicas, com base nas teorias das MTC, bem como para estimular a sua prevenção, através de alterações concretas e facilmente compreensíveis no seu estilo de vida. É legítimo e viável para a MTC considerar que só atinge o sucesso completo quando o cidadão/paciente é capaz de tomar nas suas mãos as rédeas da sua própria saúde. Continuar a ler…

Artigo na íntegra (pdf)