Tai Chi e Chi Kung

O Chi Kung, cujos princípios foram retomados pelo Tai Chi, é uma antiquíssima arte chinesa do movimento, direccionada para a promoção da vida e da saúde, que tem vindo a ser desenvolvida na China há milhares de anos. Os modernos Acupunctores e Especialistas de MTC têm vindo a incorporar os seus mais recentes avanços na sua prática clínica.

Esse legado da humanidade, actualmente conhecido como Chi Kung, pode ser traduzido como “a arte de cultivar e controlar com êxito o Chi” (energia) ou, traduzindo literalmente, “mestria da energia vital”. Este termo Chi Kung foi pela primeira vez usado no séc. III, pois anteriormente eram dados outros nomes a estas artes. Só a partir de 1953 é que passaram a ser colectivamente chamadas de Chi Kung.

“O Chi Kung é uma forma de cultivar a energia e de estabelecer a conexão com o Universo que nos rodeia. A sua prática realiza-se com movimentos suaves e lentos, muito simples e acessíveis a todos, acompanhados de uma respiração consciente e de uma atitude de relaxamento e interiorização.”

Pang He Ming

Trata-se duma “ginástica” energética hoje em dia conhecida e praticada não só pela população da China (como manutenção diária), mas também em muitos países de todo o mundo e pelos convalescentes de muitos dos modernos hospitais chineses (como complemento terapêutico plenamente integrado pelo corpo médico, quer de MTC quer convencional).

Mas nem sempre foi assim: até aos anos 80 do século passado os exercícios de Chi Kung eram conhecidos apenas dentro de certas famílias chinesas, ou eram transmitidos individualmente de Mestre a discípulo, um pouco à imagem do que se passava com as artes marciais.

Trata-se de uma técnica de raiz milenar baseada, no seu início, em posturas e movimentos de animais. Há exercícios de Chi Kung sentado, em pé ou em movimento.

Tal como acontece com outras técnicas da MTC, o objectivo do Chi Kung é desfazer ou prevenir os bloqueios de energia, para que esta flua plenamente e nas direcções convenientes – com isso evitando a doença ou contribuindo para curá-la.

Nesta “ginástica” não se procura o fortalecimento muscular (embora se promova a flexibilidade), sendo sobretudo um sistema de “exercício interno”, que visa efeitos directos sobre os meridianos (sobretudo sobre os doze principais), promovendo a boa circulação da energia (ou Chi) e do sangue, condição da saúde dos órgãos.

O movimento constante e fluido do Chi Kung estimula os sistemas energético, circulatório e respiratório, além de dar ao corpo grande flexibilidade.

Desta forma, o Chi Kung beneficia o metabolismo e previne (ou atenua) a maior parte das doenças, incluindo as típicas da meia idade, como o endurecimento das artérias e articulações, dando ao praticante grande autonomia na gestão do seu estado de saúde.

Alguns efeitos do Chikung, quando praticado regularmente:

  • Melhora o autoconhecimento do corpo
  • Corrige a postura
  • Produz um progressivo relaxamento das zonas em tensão crónica
  • Beneficia o sistema nervoso central
  • Desenvolve a capacidade de concentração
  • Regulariza o apetite
  • Torna a pele mais macia
  • Aumenta a energia e reduz o número de horas de sono necessárias
  • Torna a mente mais perspicaz e acalma o espírito
  • Reduz significativamente o stress

 

 

 “Qigong – Ancient Chinese Healing for the 21st Century” – Documentário PBS de Francesco Garri Garripoli | Qi Gong Institute (10min)

 

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