Fitoterapia Chinesa

Desde que o Homem existe que se faz uso de plantas para tratar doenças. A Fitoterapia é, assim, o mais antigo sistema de cura do mundo.

Cada povo desenvolveu o conhecimento das plantas curativas locais, das suas características e das suas aplicações. Alguns desses povos (chineses e indianos, por exemplo) conservaram uma tradição herbática forte pelos séculos fora, enquanto na Europa e na América do Norte a tradição quase se perdeu à medida que a medicina ocidental convencional ganhou proeminência junto das academias e do poder político.

O primeiro sistema coerente de Fitoterapia conhecido foi desenvolvido na Índia há mais de 4.000 anos. Da Índia, essa Fitoterapia viajou para a China. Inscrições em carapaças de tartaruga (160.000 das quais pertencentes à dinastia Shang, de 1766 a 1112 a.C.) revelaram que, já nessa época, os curadores de então conheciam os sintomas e a terapia para tratar dezenas de tipos de doenças.

Ao contrário do medicamento convencional, que extrai uma pequena componente da planta, geralmente um princípio activo, a Fitoterapia Tradicional Chinesa utiliza a planta toda ou parte dela, como bolbos, raízes, flores, cascas, sementes e folhas, tanto de plantas de uso exclusivamente medicinal como de ervas e especiarias culinárias, frutas e vegetais e ainda algas e plantas marinhas.

Classificadas segundo a sua acção terapêutica numa área da MTC designada por Matéria Médica, a sua prescrição decorre dum diagnóstico diferencial prévio, sendo normalmente utilizadas em fórmulas complexas onde a acção conjugada das diversas substâncias é cuidadosamente potenciada e contrabalançada.

Decorrem actualmente múltiplas investigações para integrar as plantas medicinais de várias zonas do globo, nomeadamente da Europa, no sistema altamente desenvolvido da prática clínica da Fitoterapia Tradicional Chinesa.

 

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